3 de agosto de 2012

The Long And Winding Road pt. 1

A série a seguir foi escrita pensando em quem aprecia estórias de suspense policial, envolvendo crime passional fictício. Longe dos cinemas, este é um prato cheio para aguçar o imaginário. As imagens são meramente ilustrativas e não possuem relação com as obras reais. Acomode-se e faça boa leitura acompanhado de um pacote de pipocas.

 A HISTÓRIA


Inverno de 1974. Lá fora a neve continuava a cair silenciosamente na escuridão da madrugada. Quando se levantou e olhou pela janela, seu carro se transformara numa colina branca e fofa à beira da estrada. Phoebe serviu o café e sussurrou baixinho no ouvido de Henry, que estava deitado na cama do albergue: "Está combinado, irei colocar a dose certa de veneno na sua bebida durante uma ocasião especial em que eu mesma farei com minhas próprias mãos". Phoebe guardou o frasco na bolsa e se despediu, dando-lhe um último beijo.

Henry era médico e planejou o assassinato. Com cautela, ela entrou na mansão antes do amanhecer. Acendeu um cigarro e planejou os detalhes finais para que o plano de envenenar seu marido fosse executado com precisão. Pouco tempo de romance foi o suficiente para desejarem o dinheiro de Paul.


Phoebe esperou ansiosa pela chegada de seu marido, preparou um jantar feito com maior dedicação e colocou o vestido que havia ganhado no outro dia. Paul admirado sentou-se à mesa e foi logo dizendo que ela estava linda. Após um dia cansativo aquele jantar parecia revigorante para mais um dia de trabalho. Enquanto Paul jantava, Phoebe foi até a cozinha e serviu duas taças de vinho tinto. Era o seu preferido. Ficou em dúvida se colocaria ou não o veneno na sua bebida, mas não hesitou. Em um mero instante, Phoebe se distraiu e esqueceu qual taça havia envenenado. Tentou voltar para servir novamente, mas Paul insistiu que ela as trouxesse. Phoebe guardou o frasco no decote e voltou para a mesa de jantar. Paul pegou uma das taças e a convidou para brindar ao amor que um sentia pelo outro. Phoebe ficou ainda mais nervosa. Sem saber o que fazer, disse que havia perdido o apetite, mas Paul fez questão que ela brindasse. Sem saída, pegou uma das taças e apenas encostou os lábios no vinho, até que finalmente bebeu um gole. O clima ficou tenso. 

Minutos se passaram. Paul sufocado caiu no chão, ficou pálido e inconsciente, enquanto Phoebe assistia minimamente. Parecia que Paul estava morto, mas com muito esforço conseguiu abrir os olhos novamente. Phoebe desesperada gritou para que não lutasse contra a morte, pois sua hora de partir tinha chegado. Paul tentou reagir segurando em suas pernas e fez com que ela caísse, mas não resistiu e morreu. Desorientada, Phoebe ligou para Henry: "O trabalho está feito. Paul caiu no chão da sala e agora não sei o que fazer", desesperou-se. - "Mantenha a calma Phoebe, ligue para o xerife Bree e logo estarei aí com ele. Não deixe evidências e nada que possa nos incriminar!", disse Henry do outro lado da linha. Henry fingindo ser o médico da família, acompanhou o xerife para examinar o corpo e averiguar o caso. Phoebe colocou um roupão, bebeu vários copos de vinho e fingiu estar abatida. Tempo depois, xerife Bree chegou acompanhado de enfermeiros e policiais que entraram pela porta principal. Phoebe comunicou o xerife com muita veracidade em sua lamentação, enquanto Henry fazia uma rápida análise no corpo para constatar os fatos. Phoebe fingindo tristeza começou a chorar desesperada.

Sentada em uma poltrona no canto da sala, Phoebe fumava um cigarro atrás do outro, respondendo dezenas de perguntas. Xerife Bree era amigo de Paul e não podia se quer imaginar que Phoebe teria envenenado seu próprio marido. Ela olhava discretamente a cada minuto para Henry, que fazia anotações num bloco de notas. De repente, Phoebe observou que o frasco de veneno estava no chão e fazia sinal para Henry acendendo o isqueiro. O xerife andava de um lado para outro procurando por evidências. Foi aí que pisou em cima da pista que desvendaria o crime cometido naquela noite.

Leia a segunda parte desta série, aqui.

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