18 de agosto de 2012

"Brilho eterno de uma mente sem lembranças" e o que realmente importa



O filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" passa-se essencialmente na mente de Joel Barish (Jim Carrey). Ele descobre que Clementine Kruczynski (Kate Winslet), recorreu a uma empresa especializada em apagamento de memória para esquecer permanentemente tudo o que diz a seu respeito e à relação que mantiveram. Joel, desesperado, acaba por fazer o mesmo. Contrata a mesma empresa para apagar todas as lembranças de sua ex-namorada. Ele começa a fugir pelo labirinto das suas memórias, de forma a tentar anular o processo, enquanto os apagadores de memórias o perseguem. A partir de então, Joel enfrenta uma incrível luta dentro de sua própria cabeça para que essas memórias continuem vivas dentro de si. 


"Você pode apagar alguém de sua mente. Tirá-lo do seu coração é outra história".

CRÔNICA

O bebê tão aguardado na gestação e amado pela família, assim como um despertador que soa ao pé do ouvido na cabeceira é chamado para vir ao mundo. Aprende falar "mamãe" e "papai", entre outras palavras acrescentadas no vocabulário e papinhas, o bebê um dia muda de tamanho. Grande parte da infância gira em torno de expectativas: "Quantos dias faltam para o meu aniversário?" - "A vovó vem hoje?". Buzz Lightyear e Woody deixam de ser os melhores amigos e os brinquedos mudam. Com a idade adulta vem o benefício de controlar a nossa vida, assim, a maioria dos nossos dias de espera fica pra trás. Mas estamos perdendo alguma coisa quando não mais sentimos prazer e expectativas. Com a espera vem a surpresa e, eventualmente, a emoção de receber o que tanto queríamos. Na busca pelo primeiro emprego, buscamos saber qual é o nosso lugar no mundo. E nas guinadas que a vida dá achamos que é o destino e cruzamos os braços. Se a gente não soubesse o que vai acontecer, não seria tudo diferente? Um dia os trinta anos batem na porta e você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto. Cada segundo conta. 

Entre tantos entretantos, algumas pessoas envelhecem e por motivos naturais acabam esquecendo-se de uma vida inteira resumida em passado e futuro. Mas você já pensou como seria se tudo que você viveu fosse apagado da sua memória, assim como se apaga com uma borracha um rascunho mal acabado? Por que apenas quem retrocedeu foi Benjamin Button. E o que realmente importa? O que fazer com todos os objetos, lugares, situações, músicas, palavras e pessoas que fizeram parte da sua vida? "Aproveitar cada dia como se fosse o último". Sempre achei essa teoria boa!

Um comentário:

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